Mais um dia amanhece, e aquela sensação desperta dentro de mim juntamente com os primeiros raios de sol. Aquela que me faz sentir algo parecido com um enjôo, um nó na garganta. Eu falo da estranha sensação que é se sentir sozinho mesmo estando rodeado de pessoas queridas. Eu falo de saudade...
Quando eu o encontrei, foi como me sentir nas nuvens, eu tinha certeza do que eu sentia, e desejei mais do que nunca que ele fosse “meu”. Ele me transmitia o mais puro sentimento, e as mais belas palavras que alguém já me disse vieram dele. Confesso que me encantei pela carinhosa forma a qual me tratava, cheio de largos sorrisos, e sempre com coisas boas para me dizer. Eu me sentia bem quista, e de longe foram os melhores sentimentos que já tive por alguém.
Então fecho os meus olhos, e encontro em minha memória a imagem de sua face. Não como uma vaga lembrança, mas sim, como se fosse uma fotografia exata de seu rosto, lembrança a qual me apego toda vez que o vazio toma conta de mim. E se eu buscar no mais fundo de minha memória, sou capaz de me lembrar do exato tom de sua voz, e consigo me recordar perfeitamente das nossas conversas. É como se um filme de minha própria vida, passasse no meu mais íntimo consciente. Tudo isso faz parecer que ele está bem aqui ao meu lado, e então sinto uma paz interior inexplicável, uma felicidade momentânea. Mas ao abrir meus olhos, tudo isso vai embora, como fumaça que se dispersa no ar.
Como eu gostaria de sentir ele perto de mim. De poder tocá-lo, e sentir seu hálito fresco se juntando ao meu. Sentir mais uma vez aquela enorme explosão de sentimentos que tomava conta de mim sempre que sentia suas mãos tocando minha pele. É praticamente inexplicável a falta que eu sinto dele. Ele é simplesmente aquele que me deu os melhores momentos, aquele pelo qual senti, e ainda sinto um sentimento inexplicável, aquele que me faz querer ser alguém melhor.
Eu não falo de dor, eu falo da estranha e angustiante falta que ele, somente ele me faz.
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