terça-feira, 10 de agosto de 2010

Dia D (Autoria: Takê Zocratto)

Aquilo que era felicidade...
Queria arrastar-me no chão, rolar por ali, para que a dose interminável de felicidade que havia nas ruas daquela cidade viesse a fazer parte do meu ser.
Havia colocado meu vestidinho rodado, salto alto e batom rosado. Estava decidida que acertaria todas as pendências que havíamos deixado no passado. Nada poderia saciar minha sede dos seus beijos naquela noite de clima agradável, e estrelas reluzentes. Com ansiedade estampada no rosto, respiração ofegante, olhos de quem cobiça o tesouro mais precioso, segui em frente e entrei em um táxi. Meu destino era o calor de seu corpo.
No caminho, ensaiei olhando no espelho todas as coisas que queria te dizer, todas as expressões faciais que pudesse demonstrar. Acendi um cigarro e observei atenta as luzes da cidade. Esperei que o último semáforo nos desse o direito de passagem. Me olhei pela última vez no espelinho de bolsa e senti um friozinho na barriga ao perceber que estava a 10 passos da porta de sua casa.
Sentindo aquela adrenalina percorrer todo o meu corpo em minhas veias, transpirando paixão, toquei a campainha. Esperei... esperei... esperei. Quando já havia desistido, ouvi aquela voz que eu conhecia tão bem me dizendo "OI", um tom abaixo do que eu estava acostumada a ouvir. Me virei e vi com olhos de desejo aquele que eu amo. Me aproximei e uma lágrima cristalina rolou sobre minha face. A única coisa que queria naquele momento era que ele me perdoasse e me aceitasse de volta em seu mundo.
Vi com minhas vistas embaçadas e tonta de emoção, suas mãos se aproximando ao meu corpo, e antes que minha boca proferisse alguma palavra, fui interrompida pelo doce sabor de seu beijo ardente de paixão. Nossos corpos queimavam de desejo. A distância que antes havia entre nós foi quebrada com um abraço forte e do nosso silêncio, podia-se ouvir nossa respiração clamando cada vez mais um pelo outro.Me afastei poucos centímetros, e olhei bem no fundo de seus olhos cor de amor. Dentro deles pude ver o meu reflexo.
Aquilo com certeza era muito melhor do que imaginara. Porém havia um detalhe... dessa vez não era um sonho.

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